quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O Natal na BE


Este ano lançámos às escolas três desafios relacionados com a época de Natal:


  • Um concurso para a educação pré-escolar e para o 1.º ano do 1.º ciclo do ensino básico – construir uma figura ecológica de Natal.



  • Um concurso para os 2.º, 3.º e 4.º anos do 1.º ciclo do ensino básico – construir um enfeite para um Natal ecológico.



  • Redacção colectiva de um conto de Natal, para os restantes anos de escolaridade.


Este último está a ser apresentado com actualizações diárias neste blogue e também na Biblioteca Escolar, continuando aberto à participação de todos os interessados.

Em resultado dos dois concursos referidos para o pré-escolar e para o 1.º ciclo do ensino básico, foram apresentados diversos trabalhos que estão expostos na BE da Escola Básica da Vinhais, cujas imagens apresentamos a seguir. Todos os participantes receberão um diploma de participação pela sua criatividade e pelo espírito ecológico demonstrado. A equipa da BE optou por não fazer uma seriação dos trabalhos, por ter achado que todos eles eram dignos do primeiro lugar. Aproveitamos para agradecer a participação e empenho de alunos e docentes nestas actividades, endereçando a todos, mais uma vez, os votos de um feliz e santo Natal. Obrigado e bem hajam.



quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS SOBRE A PRÉ-HISTÓRIA



 Fazia parte do Plano Anual de Actividades do presente ano lectivo, uma exposição de trabalhos sobre a Pré-História, dos alunos das turmas de 7.º ano.

Com esse fim, os alunos foram informados e incentivados a participar no projecto. As turmas A, B e C de 7.º ano comprometeram-se nesse objectivo e todas participaram.

O dia 3 de Dezembro foi a data marcada para montar a Exposição. A Biblioteca, o espaço considerado para o fazer.

No dia marcado, os alunos trouxeram os seus trabalhos e com os professores da disciplina, expuseram os seus “instrumentos” pré-históricos. Foi uma festa e um regalo apreciar todos os trabalhos apresentados. Arpões, maças, machados, arcos e flechas, facas e outros instrumentos apareceram para ter o seu lugar em destaque. Também as cabanas e os monumentos funerários como antas, cromeleques e menires, marcaram presença.

Os alunos souberam apreciar os trabalhos dos colegas e todos comentaram com interesse, os objectos expostos.

Foi mais uma actividade concretizada e conseguida.

Parabéns aos alunos e ao seu interesse.

Professor Luís Ferreira

CONTO DE NATAL


Autores:

Professor Luís Ferreira
Eugénia “geninha” – 11.º A
Mónica Morais, 11.º A
Vitor Morais, 9.º A
Cristiana Reis, 12.º B
Luís Diegues, 10.º B
Andreia Sousa, 10.º A
Cristiana Martins, 10.º A
Luís Gomes, 12.º B

Ilustração aqui apresentada:  Paula Ortega
 
Agradecimentos

A equipa da Biblioteca Esco-lar do Agrupamento de Escolas D. Afonso III – Vinhais, agradece a todos quantos participaram nesta actividade, quer pelo seu esforço, quer pela sua disponibilidade.

Propósito

No final do mês de Novembro de 2009, a equipa da Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas D. Afonso III – Vinhais, lançou um desafio aos alunos, docentes e não docentes da Escola Básica e Secundária que consistia na redacção colectiva de um conto de Natal. Em resultado de disso, surgiu o texto que aqui apresentamos por querermos partilhá-lo com toda a comunidade educativa e outros possíveis interessados.

 
Uma prenda especial
 

O vento soprava do alto da serra e a voz metia medo aos que ouviam o seu rugido. Qual leão feroz, o seu uivo impunha-se no ambiente e toda a serra tremia. As árvores pareciam querer fugir, mas algo as impedia. O céu tinha cor de neve. Não tardaria a nevar. Não se via vivalma. Nem os passaritos costumeiros destas paragens e temporais se atreviam a andar por ali.

Mariana tinha saído de casa ainda cedo. Queria che-gar a casa dos pais antes do meio-dia. Deixava a cidade e todas as preocupações e em algumas horas estaria na aldeia que a vira nascer havia alguns anos. Tinha ido estudar para a cidade, pois diziam que era melhor, que o ensino seria diferente, que aproveitaria mais. Os pais, com toda a boa vontade e com a disponibilidade que as terras lhes davam, lá conseguiram mandar Mariana para a cidade. Ela foi. Estudou, fez o secundário e pouco mais. As vicissitudes da vida, as companhias e as influências, levaram-na para outros caminhos. Conheceu Miguel, um colega em quem depositava alguma confiança e amizade e lá se entenderam num namorico atrevido durante alguns meses. Sem razão ou se calhar, com razões que a própria razão desconheceria, ele desapareceu sem deixar rasto. Sozinha, Mariana tentou enfrentar as agruras que a vida lhe reservara e começou a trabalhar na primeira oportunidade que lhe apareceu.

Não tardou muito tempo em saber que estava grávida. O Céu e a Terra caíram-lhe em cima! E agora? Abandonada, sozinha na imensidão daquela cidade, como iria enfrentar uma gravidez indesejada? Como iria criar um filho que não desejara e que o pai abandonara? O que diriam os seus pais? Como iria dizer à sua mãe que estava à espera de um filho?

A época natalícia aproximava-se e resolveu, com alguns receios, ir até à sua aldeia e contar tudo aos pais. O Natal era uma festa de família e podia ser que seus pais a recebessem com o carinho que merecia, como filha amiga e de braços abertos, perdoando-lhe o deslize. Quem sabe?

As saudades da terra já eram grandes. Havia já dois anos que não ia à aldeia nem via os pais. Só agora conse-guia pensar em como tinha sido ingrata! Enfim, coisas da vida!

Com todo o cuidado o carro ia subindo a íngreme estrada que a levaria à sua aldeia. Lá fora o vento assobiava e as árvores dançavam uma dança assustadora e quase macabra. Mariana teve medo. Olhou o relógio. Eram quase onze horas. Não faltava muito para chegar.

Com o pouco dinheiro que tinha conseguido poupar, lá comprara um carrito em segunda mão para se deslocar. Agora servia-lhe para ir até à casa paterna. Mas ela tinha medo. Medo do temporal e medo que o carro tivesse algum problema que ela não conseguisse solucionar. Nada percebia destas coisas de mecânica!

Estava com estas conjecturas quando, o carro começou a soluçar. O motor acabou por se calar. Nem um som. E agora? O que podia fazer?

Recorreu ao único meio que as novas tecnologias permitiam. O telemóvel. Marcou o número de casa dos pais. Esperou. Não havia rede. Assustada, Mariana sem saber o que fazer, esperou que alguém passasse, mas a serra não estava convidativa a que por ela circulasse fosse quem fosse. Em breve os pais ficariam preocupados. Eles sabiam que ela viria passar com eles o Natal. A pé, ainda era muito longe e no estado em que estava não conseguiria ir muito longe. Grávida de cinco meses, com o frio e o vento que pairavam na serra, nada a aconselharia a sair dali. Disse mal da sua vida. Uma vez mais abandonada no momento em que mais necessitava de ajuda! Que fazer? Como sair daquela situação?

Uma vez mais recorreu ao telemóvel. Marcou o número e nada. Talvez mais acima, depois da curva que ao longe avistava, houvesse rede. Talvez. Mas como chegar até lá? Sair do carro com o frio que estava era ser demasiado destemida, mas à falta de outra hipótese, essa deveria ser considerada.

Tinha medo. A força do vento podia derrubá-la. Se caísse podia perder o filho e tudo estaria acabado. Isso não queria. Sempre lutou para o conservar e continuaria a lutar para que isso fosse uma realidade. Mesmo que os pais a não aceitassem, ela queria dar-lhes um neto. Era filha única e o filho podia ser único neto, mas sê-lo-ia certamente. Não queria abdicar disso.

Abriu a porta do carro. A força do vento quase a levava. Fechou novamente a porta, a custo e pôs-se a pen-sar no que havia de fazer.

Uma lágrima rebelde deslizou pela face. Lágrima de amargura e desespero. Que mal tinha feito para merecer tal destino? Já tinha derramado muitas lágrimas na vida. Quando o Miguel a abandonou, quando soube que estava grávida, enfim! E agora estas de um desespero atroz!

- Meus queridos pais! Meu querido filho! Que hei-de fazer? – pensou.

A neve começou a cair. Os farrapos alvos inundavam o espaço e caíam levemente no chão. Em breve tudo ficaria branco. Teve medo. Muito medo.

Que mais lhe iria acontecer?

Cansada, adormeceu e sonhou.


Como se o medo não bastasse, o frio gelava, deixando-a sem reacção. Paralisou, esperando que o gelo a conservasse num sono doce e profundo. Pensou, por breves momentos, no que tinha feito do futuro promissor que a esperava se ela tivesse conseguido ser mais forte que as rajadas de vento que a empurraram para um lado da vida que não havia sonhado para ela. Passado alguns minutos avistou uma luz. Que seria?

A luz era dum tom forte e parecia querer queimar a vista tristonha de Mariana. Desejara tanto essa luz que desconhecia, que embora pudesse não ser a solução para a tirar dali, era como um conforto, um sinal de que não estava só.

- Precisa de alguma coisa, menina?

A voz veio do grande jipe verde coberto dum branco enaltecido pela neve. Era uma voz grossa, mas reconfortante.

Mariana olhara a medo aqueles olhos azuis e barbi-nha branca comprida. Não sabia se devia aceitar a ajuda. Nos últimos tempos tinha aprendido que nem sempre podemos confiar nas pessoas, mas naquele momento era diferente, sentia-se segura, acolhida e, pela primeira vez em toda a sua vida, protegida…

- Parece-me que estás com frio. Pega, minha filha, pega esta capa. Continuou num tom calmo e sereno aquela voz grossa.

- Muito obrigada, senhor – dissera Mariana a medo.

- Vejo que mais uma criança verá em breve a luz da vida. – Comentou sorrindo o senhor de barbas brancas, para a tentar consolar.

A viagem continuava e Mariana perguntava a si mesma quem seria aquele homem de bondade, serenidade e solidariedade tão próprias…

Não tardaria muito a chegar a casa e ainda não sabia o que iria dizer aos pais, quando estes lhe perguntassem qual o motivo do tamanho da sua barriga.

- Então, tu não vives cá na aldeia? - Perguntou o homem das barbas brancas.

- Não, os meus pais é que vivem cá. Eu só vim passar o Natal com eles e por azar o meu carro avariou logo no meio da serra. – Lá foi revelando Mariana, agora mais tranquila.

Quando deu por conta, já estava parada em frente da casa dos seus pais.

- Pronto, estás entregue!

Mariana surpreendeu-se. Como é que um homem que nunca viu e não conhecia de lado nenhum sabia que ali, no meio de tanta casa, era a casa dos seus pais?

Tudo aquilo era tão estranho…

Mariana saiu do carro, o frio congelava-lhe a cara, o medo congelava-lhe a alma. Agora encontrava-se ali em frente à casa dos seus pais, a casa em que ela cresceu e onde realmente foi feliz.

A sua vida tinha mudado tanto nos últimos anos, já tinha perdido tanto que temia perder a única coisa que lhe restava.

De repente, deu um passo em frente em direcção à porta, parecia decidida a enfrentá-los, mas antes de chegar, recuou e olhou para trás, para ver se o velhinho simpático ainda se encontrava lá, pois não tinha ouvido o barulho de nenhum motor.

Mas não, tinha desaparecido da mesma forma que tinha aparecido, por magia. Olhou outra vez para a porta, agora decidida a entrar, mas no mesmo instante em que ela se dirigia para a porta, esta abriu-se. Era o seu pai que já a tinha visto de dentro. Haviam passado dois anos desde a última vez que se viram; ele estava muito velho e abatido e ela continuava com cara de menina, mas tão diferente daquela menina ternurenta que tinha saído de casa para ir estudar para a cidade. Tinha crescido, estava feita mulher, bonita como foi sempre, mas com um ar pálido apesar do ar frio que corria, que fazia rosar a cara a qualquer um.

Correu para abraçá-lo, chorando e pedindo desculpas sem parar. Naquele momento ele não pensou em nada e abraçou-a com força. Entraram em casa, o calor fazia-se notar, estava tudo decorado para a época natalícia, a mesa estava posta, estava tudo perfeito. Não disseram uma palavra, até que Mariana soltou a frase:

- Estou grávida!

O pai paralisou. Acentuaram-se-lhe as rugas, num tom pensativo. A ela parecia-lhe que o tempo havia parado. Finalmente, aquele homem de aparência rude, que acabara de ser atingido por uma informação que por momentos lhe dilacerara o coração, assumiu uma postura verdadeiramente paternal e esboçou uma frase:

- Minha filha…

Ela não o deixou acabar e agarrou-se a ele a chorar, pedindo desculpa insistentemente.

– Não faz mal, minha filha… Estamos aqui para tudo! É o nosso netinho e vamos ajudar em tudo. – Continuou o pai, agora mais calmo.

- Obrigado, pai! – Disse ela, sentindo-se realmente em casa.

Sentou-se à lareira a observar a mãe que tinha ficado a ouvir a filha contar a história ao pai.

- Mãe… Ainda não disse nada…

- Minha filha, nunca imaginei que isto acontecesse…

- Está muito desiludida comigo, não é?

A mãe, com lágrimas nos olhos, olhou para a filha:

- Não estou desiludida, Mariana, estou emocionada. É certo que cometeste um deslize, mas toda a gente comete.

- Então, quer dizer que estou perdoada?

- Claro, filha, e nós vamos ajudar-te naquilo que for necessário, afinal de contas ele é o nosso neto.

Mariana abraçou a mãe e soltou um agradecimento.

- Obrigada, mãe.


Lá fora ouvia-se o vento e a chuva que caía ao de leve, e dentro ouvia-se o silêncio do conforto da cama improvisada onde Mariana dormia.

Havia já algum tempo que tinha adormecido cansada e desanimada com o seu destino.

De um sobressalto acordou, abriu os olhos, e sentiu por breves instantes um conforto, uma calma e uma felicidade quase inacabáveis, no entanto, acordou outra vez deste estado de alma, e sentiu-se ainda mais triste e ainda mais fraca.

Há já vários dias que Mariana sonha com o mesmo sonho. Mariana, nesse sonho, dirige-se a casa dos pais, mas surge um problema no caminho e é ajudada por um velhote. E todos os sonhos acabam com Mariana a dizer aos pais que está grávida.

Hoje é dia 23 de Dezembro, e de facto hoje tem de se fazer à estrada para passar o natal com os pais.

Depois de tudo, Mariana sente-se desconfortável, sente-se como se estivesse efectivamente a viver aquilo que se tinha passado nos seus sonhos. Tudo é igual: o vento, o carro e a montanha. Mas até agora o carro funcionara na perfeição. Andados alguns quilómetros da íngreme estrada, o carro começara a soluçar e parara. Mariana não conseguia acreditar: tudo como no sonho, mas até agora ainda ninguém aparecera para a ajudar.

De repente, surge um carro que pára mesmo ao lado do seu, e de lá de dentro sai um rapaz novo, alto, bonito e com um ar muito agradável.

Mariana sente-se feliz por o sonho não se ter realiza-do até ao fim.

- Precisa de ajuda? – perguntou o jovem.

Mariana sorri levemente quando vê que o jovem alto e bonito também lhe é familiar. Como poderia ter esquecido alguém que lhe aqueceu o coração durante o gelo da sua vida, que a fez rir, mas também chorar. É incrível como a mente humana em certas alturas esquece as memórias más e se rende e deixa levar pelas boas. Era mesmo ele, o pai do pequenino ser que já ocupava o seu grande coração.

- Sim! Mas…

- Mariana, estás linda!

Ele não poderia dizer aquilo, não a poderia fazer ganhar esperanças.

- Miguel?! – Disse ela tentando perceber se era verdade, se seria mesmo o pai do seu filho.

- Mariana, tenho tanto para te contar. Temos tanto para dizer no silêncio do nosso olhar. Deixei-me levar e permiti que tudo o que desejei fosse esquecido, por devaneios e incertezas. Sabes, o coração não tem correntes, mas o teu coração prendeu o meu com laços de afecto. Não tive coragem de voltar, não sabia que dizer.

- Miguel, vamos ser pais – desabafou Mariana.

Miguel sorriu e beijou-a.

Neste Natal, Mariana ia ter uma prenda especial – o amor da família e o do Miguel. Aprendeu também a lutar pelo que realmente quer e a não desistir. Ela quis conquistar o mundo, mas esqueceu-se de abrir primeiramente o coração para ser conquistado.


A vida tem coisas destas. Ultrapassa-nos a possibilidade e a existência de acontecimentos que nos fascinam ou que nos perturbam em determinados momentos das nossas vidas.

Para Mariana, estar grávida e ser mãe era um facto a que ela se tinha já habituado. Não havia muitas alternativas que o pudessem alterar. Tudo o que acontecesse depois disso ou paralelamente, seria desconhecido, mas não alte-raria substancialmente essa realidade.

Estava longe de imaginar, contudo, que o pai do seu filho, aparecesse um dia ao seu lado, desconhecendo a realidade e assumisse com coragem e contentamento, essa mesma realidade inesperada que a sua antiga namorada lhe oferecia. Mas Miguel sentiu-se mal pelo que tinha feito e pelo modo como tinha abandonado Mariana. Fez o seu acto de contrição. Também era verdade que ele nada sabia sobre a gravidez. A vida reservou-lhe essa surpresa para a época de Natal. Um presente com o qual jamais poderia contar!

Mariana recebia, assim, de igual modo, um presente inesperado. Perdendo o rasto de Miguel, jamais poderia imaginar que ele aparecesse ali, à sua frente, na sua aldeia, como o salvador instantâneo de uma contrariedade temporal, a que ela se julgava imune. A ajuda, o homem, o pai, uma situação com que teve de lidar sem que para ela estivesse preparada ou que a vida, para tal, a tivesse instruído, uniram-se num só acto e momento.

No centro deste mini universo, o seu filho. Um filho que até ao dia anterior era de pai incógnito e que agora pertencia a um universo maior, mais real, mais positivo, mais alegre. Com toda a felicidade do mundo e não era para menos, Mariana e Miguel iriam viver o seu tempo, um tempo novo, promissor e onde o futuro sorria, repleto de esperança em dias melhores.

Se o tempo natalício clama por presentes, família e felicidade, este que Mariana e Miguel viviam, tinha todos os ingredientes e por isso mesmo, tudo o que era necessário para, juntos, viverem felizes para sempre, com a bênção dos céus.

FIM