quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Fernando Pessoa - Cartas de Amor

Todas as cartas de amor são 
Ridículas. 
Não seriam cartas de amor se não fossem 
Ridículas. 

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,  
Como as outras, 
Ridículas. 

As cartas de amor, se há amor,  
Têm de ser 
Ridículas. 

Mas, afinal, 
Só as criaturas que nunca escreveram  
Cartas de amor  
É que são 
Ridículas. 

Quem me dera no tempo em que escrevia  
Sem dar por isso 
Cartas de amor 
Ridículas. 

A verdade é que hoje  
As minhas memórias  
Dessas cartas de amor  
É que são 
Ridículas. 

(Todas as palavras esdrúxulas, 
Como os sentimentos esdrúxulos, 
São naturalmente 
Ridículas.)

André Sardet - Adivinha quanto gosto de ti

Adivinha o quanto gosto de ti.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Livro do mês

    Bruno, o protagonista desta história, é uma criança de nove anos, que vê a sua vida mudar quando o seu pai, comandante nazi do campo de concentração de Auschwitz, é promovido no trabalho. Na nova casa, Bruno não encontra ninguém com quem brincar, mas como adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve investigar até onde vai a vedação que delimita a sua casa. É então que encontra um rapazinho mais ou menos da sua idade, vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado, e que em breve se torna o seu melhor amigo…

Boas leituras!