sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Concurso Mensagens de Natal

As melhores Mensagens: 

2º Ciclo
Esta sensação que se sente na altura do Natal é a paz e o amor que está dentro de nós, quando estamos com a nossa família e pessoas de quem gostamos e sentimos o prazer de dar. Este é o Espírito de Natal! 

Helena Pereira; nº7 6ºA

3º Ciclo

O significado do Natal é estarmos agradecidos por podermos celebrá-lo com os seres mais queridos. Mas acima de tudo, é guardar um minuto da nossa felicidade para pensar e respeitar aqueles que não têm a possibilidade de também festejar. É essa a melhor maneira de valorizar o Natal!

Catarina Canado Martins; nº6 8ºB


Secundário


Natal é algo de especial e belo, por isso aqui deixo um apelo, vamos todos fazer Natal, para toda a gente ser igual, igual nos direitos e obrigações, igual na bondade dos nossos corações. Com paz e sem guerra, repartindo amor e amizade no planeta Terra. Vamos todos gritar por igual, para todos os dias ser Natal!

Inês Silva; nº5 10ºA 

Eu queria ser Pai Natal



Eu queria ser Pai Natal
E ter carro com renas
Para pousar nos telhados
Mesmo ao pé das antenas.

Descia com o meu saco
Ao longo da chaminé,
Carregado de brinquedos
E roupas, pé ante pé.

Em cada casa trocava
Um sonho por um presente
Que profissão mais bonita
Fazer a gente contente!

Luísa Ducla Soares

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Ó Sino da Minha Aldeia

Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.


Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

 Fernando Pessoa

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Natal...

Natal...

Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
'Stou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!


Fernando Pessoa

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

HISTÓRIA ANTIGA

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da nação.

Mas, por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

                                                                                             Miguel Torga

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

QUANDO UM HOMEM QUISER


Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer



Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei

És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Ary dos Santos

domingo, 11 de dezembro de 2016

Um passarinho dormia

Um passarinho dormia
Com a cabeça debaixo da asa
E tremia
De frio
E dormia

Sobre o tronco de um pinheiro bravo
No chão do pinhal
Nem um pirilampo
Luzia
No céu uma estrela
Muda
Brilhante
Estremecia
Era Noite de Natal
Mas, mesmo nessa noite,
Quem pergunta
A um passarinho
Se está bem
Se está mal?



Matilde Rosa Araújo  - Segredos e Brinquedos

sábado, 10 de dezembro de 2016

POBREZA DO PRESÉPIO









Dos Céus à Terra desce a mor Beleza,
Une-se à nossa carne e fá-la nobre;
E sendo a humanidade dantes pobre,
Hoje subida fica à mor alteza.

Busca o Senhor mais rico a mor pobreza;
Que ao mundo o seu amor descobre,
De palhas vis o corpo tenro cobre
E por elas o mesmo céu despreza.

Como? Deus em pobreza à terra desce?
O que é mais pobre tanto lhe contenta,
Que este somente rico lhe parece.

Pobreza este Presépio representa;
Mas tanto por ser pobre já merece,
Que mais o é, mais lhe contenta.

Luís Vaz de Camões


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Dia de Natal

Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

 (…) 
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilowatts,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

(…)
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.

Cada menino

abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.

Ah!!!!!!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

 Jesus

o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho(…)

António Gedeão

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

LITANIA DO NATAL


LITANIA DO NATAL


A noite fora longa, escura, fria.
Ai noites de Natal que dáveis luz,
Que sombra dessa luz nos alumia?

Vim a mim dum mau sono, e disse: «Meu Jesus…»
Sem bem saber, sequer, porque o dizia.
E o Anjo do Senhor: «Ave, Maria!»

Na cama em que jazia,
De joelhos me pus
E as mãos erguia.
Comigo repetia: «Meu Jesus…»
Que então me recordei do santo dia.

E o Anjo do Senhor: «Ave, Maria!»
Ai dias de Natal a transbordar de luz,
Onde a vossa alegria?
Todo o dia eu gemia: «Meu Jesus…»
E a tarde descaiu, lenta e sombria.
E o Anjo do Senhor: «Ave, Maria!»
De novo a noite, longa, escura, fria,
Sobre a terra caiu, como um capuz
Que a engolia.
Deitando-me de novo, eu disse: «Meu Jesus…»
E assim, mais uma vez,
Jesus nascia.


José Régio

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A Noite de Natal




Era a noite de Natal
Alegram-se os pequenitos;
Pois sabem que o bom Jesus
Costuma dar-lhes bonitos.

Vão-se deitar os lindinhos
Mas nem dormem de contentes
E somente às dez horas
Adormecem inocentes.


Perguntam logo à criada
Quando acorde de manhã
Se Jesus lhes não deu nada.

– Deu-lhes sim, muitos bonitos.
– Queremo-nos já levantar
Respondem os pequenitos.


Mário de Sá-Carneiro, in 'Antologia Poética'

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O Menino já Nasceu

O  Menino já nasceu, Deixai-o estar sossegado
Na sua caminha de oiro
Com a mãe e o pai ao lado!


Vai-te embora rouxinol P’ra longe desse loureiro,
Deixa dormir o Menino
Que está no sono primeiro!

Tu também, ó cotovia, Já são horas de parar!
Se não paras, o Menino
Não tarda, vai acordar!

E tu, ó melro atrevido,
Que te escondes no silvado,
Vem só cantar ao Menino
Quando estiver acordado!

O Menino dorme, dorme,
Naquele sono profundo...!
Quando mais logo acordar
Vai sabê-lo todo o mundo!



 Alexandre Parafita, in Histórias de Natal contadas em verso

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Este Menino

Este Menino
É pequenino
Qual passarinho
O querer poisar
Devagarinho.


Devagarinho
Poisa no ninho
Que o colo tem: 
Ninho do colo
Da sua mãe.


In O Livro do Natal Menéres, Maria Alberta


domingo, 4 de dezembro de 2016

NATAL

Ninguém o viu nascer.
Mas todos acreditam
Que nasceu.
É um menino e é Deus.
Na Páscoa vai morrer, já homem,
Porque entretanto cresceu
E recebeu
A missão singular
De carregar a cruz da nossa redenção.
Agora, nos cueiros da imaginação,
Sorri apenas
A quem vem,
Enquanto a Mãe,
Também
Imaginada,
Com ele ao colo,
Se enternece
E enternece
Os corações,
Cúmplice do milagre, que acontece
Todos os anos e em todas as nações.

Miguel Torga

sábado, 3 de dezembro de 2016

Chove. É Dia de Natal

Chove. É Dia de Natal

Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,

E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.


Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.



Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Prelúdio de Natal

PRELÚDIO DE NATAL

Tudo principiava
pela cúmplice neblina
que vinha perfumada
de lenha e tangerinas


Só depois se rasgava
a primeira cortina
E dispersa e dourada
no palco das vitrinas


a festa começava
entre odor a resina
e gosto a noz-moscada
e vozes femininas


A cidade ficava
sob a luz vespertina
pelas montras cercada
de paisagens alpinas

David Mourão-Ferreira

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Poemas Natalícios

Neste Natal,  a biblioteca vai publicar, de 1 a 25 de dezembro, um poema alusivo a esta quadra.


DEZEMBRO

Dezembro entrou
Em bicos de pés,


Branquinho
De arminho
Espalhando a neve
De lés a lés.
Ouve-se ao longe
Música leve,
Celestial…
Daqui a pouco
Chega o Natal!...
 In O Meu Livro das Festas, de Clara Abreu

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Livro do mês

O Cavaleiro da Dinamarca - Sophia de Mello Breyner Andresen


Das Terras onde os Invernos são longos e frios, saiu um dia um Cavaleiro em peregrinação, mas sempre com a ideia de voltar a tempo de sentir a paz que o tempo de Natal lhe transmitia no seio familiar.
Saiu e voltou a tempo. Pelo caminho descobriu muito do que o mundo tinha para mostrar.
Luís Ferreira

"Lá fora havia gelo, vento, neve. Mas em casa do Cavaleiro havia calor e luz, riso e alegria.
E na noite de Natal, em frente da enorme lareira, armava-se uma mesa muito comprida onde se sentavam o Cavaleiro, a sua mulher, os seus filhos, os seus parentes e os seus criados.
Os moços da cozinha traziam as grandes peças de carne assada e todos comiam, riam e bebiam vinho quente e cerveja com mel.
Terminada a ceia começava a narração das histórias. Um contava histórias de lobos e ursos, outro contava histórias de gnomos e anões. Uma mulher contava a lenda de Tristão e Isolda e um velho de barbas brancas contava a lenda de Alf, rei da Dinamarca, e de Sigurd. Mas as mais belas histórias eram as histórias do Natal, as histórias dos Reis Magos, dos pastores e dos Anjos. A noite de Natal era igual todos os anos. Sempre a mesma festa, sempre a mesma ceia, sempre as grandes coroas de azevinho penduradas nas portas, sempre as mesmas histórias. Mas as coisas tantas vezes repetidas, e as histórias tantas vezes ouvidas pareciam cada ano mais belas e mais misteriosas. Até que certo Natal aconteceu naquela casa uma coisa que ninguém esperava..."



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Concurso Postais de Natal

A Biblioteca lança um concurso para os alunos do pré-escolar e 1ºciclo.

Histórias da Ajudaris

Ajudaris uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) com estatuto de utilidade pública. As Histórias da Ajudaris são um dos seus vários campos de ação, tendo como objetivos fundamentais:
. Fortalecer hábitos de leitura e escrita;
. Promover a inclusão e a integração social através da arte;
. Despertar a solidariedade;
. Aproximar a escola das famílias e da comunidade;
. Fomentar a interação entre gerações;
. Impulsionar o voluntariado.

O Projeto Histórias da Ajudaris, criado em 2009, concretiza-se a partir da edição de livros escritos por crianças para crianças. Assim, vários estabelecimentos de ensino e ilustradores solidários participam na ilustração do mundo dos contos criados pelas crianças.


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Concurso - Herrar?! Eu? Nunca!

Esta Semana:

Herrar?! Eu? Nunca!

 O empregado chegava sistematicamente atrasado e, por isso, o patrão estava de olho nele.


Como é que devemos dizer?


(A) O empregado ficou sobre a mira do chefe.

                                    ou
(B) O empregado ficou sob a mira do chefe.

                                   ou       
(C) Ambas as respostas estão corretas.

Concurso - Imagens Contra a Corrupção



Concurso - Liberdade de expressão e redes sociais

A SIC Esperança, em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares e com o apoio da Porto Editora, promove a quarta edição do projeto “Liberdade de Expressão e Redes Sociais”. O projeto consiste na criação de um concurso para estudantes do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, com idade igual ou superior a 13 anos, com o objetivo de suscitar a reflexão sobre o caráter essencial da liberdade de expressão nas sociedades democráticas e sobre o importante contributo das redes sociais digitais do século XXI no alargamento do acesso à informação e à comunicação interativa. Pretende igualmente induzir a identificação de riscos e abusos que decorrem de uma utilização indevida ou transgressora, nomeadamente no âmbito das relações pessoais.