terça-feira, 24 de abril de 2018

25 de abril

A madrugada de Abril

E o barco da liberdade chegou ao porto naquela madrugada de abril. O tempo estava calmo. Ela desembarcou serenamente e aos poucos instalou-se em todo o porto.
A caminho vinha também a democracia. Todos esperavam por ela no porto silencioso. Não houve tumultos. Não houve correrias. Apenas os curiosos e os mais conservadores regiram a esse desembarque. Não troaram os canhões, não dispararam as armas. O povo estava pacífico.
           Pelas ruas que iam dar ao porto, distribuíram-se simbolicamente cravos em nome desse desembarque histórico. Os homens fardados distribuíam sorrisos e faziam gestos de vitória. Nas armas silenciosas, viam-se os cravos que alguém lá tinha posto em nome da liberdade.

Junto ao porto, à beira mar, muitos celebraram a chegada dos novos embaixadores. Os carros de combate simplesmente serviam de decoro na praça imensa. Não houve intimidações. Apenas abraços e vivas de vitória em nome de Portugal. Em nome dos portugueses livres finalmente.
Naquele dia de abril, ancorou a liberdade e a democracia no porto português.

                        Professor Luís Ferreira
(imagem

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