sexta-feira, 23 de maio de 2014
Hora do Conto
terça-feira, 13 de maio de 2014
Internet Segura
Está a decorrer uma auscultação aos jovens de toda a Europa sobre o futuro da Internet, questionando-os sobre quais devem ser os seus direitos e oportunidades digitais:
1. Qual seria a única coisa que mudarias para fazer uma Internet melhor?
2. A Internet tem 25 anos de idade. Como pensas que vai parecer a Internet daqui a 25 anos? O que devia garantir?
Na página do website Youth Manifesto dedicada a Portugal, os jovens portugueses têm a possibilidade de também se fazerem ouvir sobre estas questões, postando as suas ideias, debatendo a sua visão e votando nas propostas que considerem mais importantes.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Quero Saber
Novidades na Biblioteca
A professora de matemática Margarida Pisco ofereceu livros à Biblioteca. Deixamos aqui as novidades:
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Dia da Mãe
Mãezinha
A terra de meu pai era pequena
e os transportes difíceis.
Não havia comboios, nem automóveis, nem aviões, nem mísseis.
Corria branda a noite e a vida era serena.
Segundo informação, concreta e exata,
dos boletins oficiais,
viviam lá na terra, a essa data,
3023 mulheres, das quais
45 por cento eram de tenra idade,
chamando tenra idade
à que vai do berço até à puberdade.
Dessas havia 9 que moravam
em prédios baixos como então havia,
um aqui, outro além, mas que todos ficavam
no troço habitual que o meu pai percorria,
tranquilamente no maior sossego,
às horas em que entrava e saía do emprego.
Dessas 9 excelentes raparigas
uma fugiu com o criado da lavoura;
5 morreram novas, de bexigas;
outra, que veio a ser grande senhora,
teve as suas fraquezas mas casou-se
e foi condessa por real mercê;
outra suicidou-se
não se sabe porquê.
A que sobeja
chama-se Rosinha.
Foi essa que o meu pai levou à igreja.
Foi a minha mãezinha.
A terra de meu pai era pequena
e os transportes difíceis.
Não havia comboios, nem automóveis, nem aviões, nem mísseis.
Corria branda a noite e a vida era serena.
Segundo informação, concreta e exata,
dos boletins oficiais,
viviam lá na terra, a essa data,
3023 mulheres, das quais
45 por cento eram de tenra idade,
chamando tenra idade
à que vai do berço até à puberdade.
28 por cento das restantes
eram senhoras, daquelas senhoras que só havia dantes.
Umas, viúvas, que nunca mais (oh! nunca mais!) tinham sequer sorrido
eram senhoras, daquelas senhoras que só havia dantes.
Umas, viúvas, que nunca mais (oh! nunca mais!) tinham sequer sorrido
desde o dia da morte do extremoso marido;
outras, senhoras casadas, mães de filhos...
(De resto, as senhoras casadas,
pelas suas próprias condições,
não têm que ser consideradas
nestas considerações.)
Das outras, 10 por cento,
eram meninas casadoiras, seriíssimas, discretas,
mas que por temperamento,
ou por outras razões mais ou menos secretas,
não se inclinavam para o casamento.
outras, senhoras casadas, mães de filhos...
(De resto, as senhoras casadas,
pelas suas próprias condições,
não têm que ser consideradas
nestas considerações.)
Das outras, 10 por cento,
eram meninas casadoiras, seriíssimas, discretas,
mas que por temperamento,
ou por outras razões mais ou menos secretas,
não se inclinavam para o casamento.
Além destas meninas
havia, salvo erro, 32,
que à meiga luz das horas vespertinas
se punham a bordar por detrás das cortinas
espreitando, de revés, quem passava nas ruas.
havia, salvo erro, 32,
que à meiga luz das horas vespertinas
se punham a bordar por detrás das cortinas
espreitando, de revés, quem passava nas ruas.
Dessas havia 9 que moravam
em prédios baixos como então havia,
um aqui, outro além, mas que todos ficavam
no troço habitual que o meu pai percorria,
tranquilamente no maior sossego,
às horas em que entrava e saía do emprego.
Dessas 9 excelentes raparigas
uma fugiu com o criado da lavoura;
5 morreram novas, de bexigas;
outra, que veio a ser grande senhora,
teve as suas fraquezas mas casou-se
e foi condessa por real mercê;
outra suicidou-se
não se sabe porquê.
A que sobeja
chama-se Rosinha.
Foi essa que o meu pai levou à igreja.
Foi a minha mãezinha.
Rómulo de Carvalho
Autor do Mês
A biblioteca homenageia o escritor Gabriel García Márquez (1927-2014).
No início de Agosto de 1966,
García Márquez e Mercedes foram aos correios enviar o manuscrito terminado de Cem Anos de Solidão para Buenos Aires.
Pareciam dois sobreviventes de uma catástrofe. O embrulho continha 490 páginas
dactilografadas. O funcionário que estava ao balcão disse: «Oitenta e dois
pesos.» García Márquez observou Mercedes a procurar o dinheiro na carteira.
Tinham apenas cinquenta pesos, e só puderam enviar cerca de metade do livro:
García Márquez pediu ao homem que estava do outro lado do balcão para tirar
folhas como se fossem fatias de toucinho fumado, até os cinquenta pesos serem
suficientes. Voltaram para casa, empenharam o aquecedor, o secador de cabelo e
o liquidificador, regressaram aos correios e enviaram a segunda parte. Ao
saírem dos correios, Mercedes parou e voltou-se para o marido: «Hei, Gabo,
agora só nos faltava que o livro não prestasse.»
No início de Agosto de 1966,
García Márquez e Mercedes foram aos correios enviar o manuscrito terminado de Cem Anos de Solidão para Buenos Aires.
Pareciam dois sobreviventes de uma catástrofe. O embrulho continha 490 páginas
dactilografadas. O funcionário que estava ao balcão disse: «Oitenta e dois
pesos.» García Márquez observou Mercedes a procurar o dinheiro na carteira.
Tinham apenas cinquenta pesos, e só puderam enviar cerca de metade do livro:
García Márquez pediu ao homem que estava do outro lado do balcão para tirar
folhas como se fossem fatias de toucinho fumado, até os cinquenta pesos serem
suficientes. Voltaram para casa, empenharam o aquecedor, o secador de cabelo e
o liquidificador, regressaram aos correios e enviaram a segunda parte. Ao
saírem dos correios, Mercedes parou e voltou-se para o marido: «Hei, Gabo,
agora só nos faltava que o livro não prestasse.»
Gabriel García Márquez - Uma Vida, de Geral Martin
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Sinopse
Os Rapazes dos Tanques oferece-nos imagens e testemunhos exclusivos dos homens que estiveram frente a frente no Terreiro do Paço e no Carmo, no dia 25 de Abril de 1974. As fotografias de Alfredo Cunha e as entrevistas conduzidas por Adelino Gomes levam-nos a (re)viver aquelas horas e a percebermos as dúvidas, os receios, a ansiedade, a tensão, a esperança, as alegrias vividas por cidadãos que, depois desse dia, regressaram, na maior parte dos casos, ao anonimato. E a conhecer, também, o olhar que esses homens têm sobre o país quarenta anos depois.
Este livro dá voz, pela primeira vez, a furriéis e cabos que não obedeceram às ordens de fogo do brigadeiro comandante das forças fiéis ao regime - um ato de justiça aos que estando, numa primeira fase, na defesa do regime arriscaram a vida e souberam estar à altura do desafio.
Os Rapazes dos Tanques é uma homenagem aos homens da Cavalaria que acabaram com 48 anos de ditadura, em especial, ao capitão Salgueiro Maia.
Este livro dá voz, pela primeira vez, a furriéis e cabos que não obedeceram às ordens de fogo do brigadeiro comandante das forças fiéis ao regime - um ato de justiça aos que estando, numa primeira fase, na defesa do regime arriscaram a vida e souberam estar à altura do desafio.
Os Rapazes dos Tanques é uma homenagem aos homens da Cavalaria que acabaram com 48 anos de ditadura, em especial, ao capitão Salgueiro Maia.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Exposição Quinhentista
Neste final de período, o docente da disciplina de história, Luís Arnaldo Ferreira, apresentou, na Biblioteca, uma exposição sobre a época dos Descobrimentos e Rotas Comerciais Portuguesas.
Os trabalhos apresentados foram realizados pelos alunos
das turmas do 8º ano (A,B,C).
Eles
não sabem, nem sonham,
que
o sonho comanda a vida,que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança,
mapa
do mundo distante,
rosa-dos-ventos,
Infante,caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro,
canela, marfim,(…)
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