terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Herrar?! Eu? Nunca!

Esta Semana:

O Pedro faz hoje anos e decidiu sair mais cedo do escritório para festejar com os seus amigos.

 Como é que devemos dizer?

 (A) Hoje faço tensão de sair mais cedo do escritório.

                                             ou

(B) Hoje faço tenção de sair mais cedo do escritório.

                                            ou        

(C) Ambas as respostas estão corretas.
 
 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Livros do Mês

Xaíma - Filha do Vento e da Guerra


“Título tentador”

De leitura fácil e ótima compreensão, este é um livro que nos arrebata a cada página. Descreve-nos dois amores de sentimentos diferentes, mas ambos surpreendentes.
Vividos por militares portugueses que participaram na guerra do ultramar, mais propriamente na Guiné-Bissau. Os quais, apesar das dificuldades, preconceitos e adversidades, conseguiram realizar os seus sonhos.

O autor transporta-nos, neste livro, a um cenário da vida Guineense. Na mata, na cidade e nos subúrbios, que tanto tinha de bonita como de perigosa. Isto antes da independência das Ex- Colónias Ultramarinas.
Os acontecimentos estendem-se a Portugal, com mais personagens que se cruzam e completam no enredo deste romance, nas cidades de Lisboa e Castelo Branco. O narrador descreve lindas paisagens e lindos monumentos que relembram algumas épocas da História de Portugal.

Ainda neste romance um problema de saúde grave ensombra uma família, que resulta numa perda. “Tudo estava previsto”

Uma grande história. Um final arrebatador de felicidade e partilha. Duas palavras para definir este livro, Bom/Recomendo.

Parabéns ao autor                       

Albertina A. Gomes Aboim Pinto, aluna da Universidade Sénior de Vinhais.
 
 
O MENINO ESCRITOR
 
O João nunca pensou que um simples livro o pudesse levar a um lugar tão fantástico como era a Terra dos Encantos.
E mais espantado ficou quando a Fada Tagarela lhe disse que ele estava ali porque ia ser escritor.
Uma história que te convida a pensar sobre o mundo da imaginação e a magia das palavras.
 
 
Excerto"Parecia um livro como tantos outros. Mas não era. Não que os livros sejam todos iguais, cada um é um mundo diferente. Só que este era ainda mais diferente.
Tinha sido oferecido pela Tia Lili naquele mesmo dia em que o João fazia dez anos:
- Aqui tens o livro de encantar - dissera-lhe."
 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Concurso Mensagens de Natal

As melhores Mensagens: 

2º Ciclo
Esta sensação que se sente na altura do Natal é a paz e o amor que está dentro de nós, quando estamos com a nossa família e pessoas de quem gostamos e sentimos o prazer de dar. Este é o Espírito de Natal! 

Helena Pereira; nº7 6ºA

3º Ciclo

O significado do Natal é estarmos agradecidos por podermos celebrá-lo com os seres mais queridos. Mas acima de tudo, é guardar um minuto da nossa felicidade para pensar e respeitar aqueles que não têm a possibilidade de também festejar. É essa a melhor maneira de valorizar o Natal!

Catarina Canado Martins; nº6 8ºB


Secundário


Natal é algo de especial e belo, por isso aqui deixo um apelo, vamos todos fazer Natal, para toda a gente ser igual, igual nos direitos e obrigações, igual na bondade dos nossos corações. Com paz e sem guerra, repartindo amor e amizade no planeta Terra. Vamos todos gritar por igual, para todos os dias ser Natal!

Inês Silva; nº5 10ºA 

Eu queria ser Pai Natal



Eu queria ser Pai Natal
E ter carro com renas
Para pousar nos telhados
Mesmo ao pé das antenas.

Descia com o meu saco
Ao longo da chaminé,
Carregado de brinquedos
E roupas, pé ante pé.

Em cada casa trocava
Um sonho por um presente
Que profissão mais bonita
Fazer a gente contente!

Luísa Ducla Soares

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Ó Sino da Minha Aldeia

Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.


Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

 Fernando Pessoa

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Natal...

Natal...

Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
'Stou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!


Fernando Pessoa

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

HISTÓRIA ANTIGA

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da nação.

Mas, por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

                                                                                             Miguel Torga

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

QUANDO UM HOMEM QUISER


Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer



Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei

És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Ary dos Santos