terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Dia dos Namorados

O Teu Riso

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas
não me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a flor de espiga que desfias,
a água que de súbito
jorra na tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
por vezes com os olhos
cansados de terem visto
a terra que não muda,
mas quando o teu riso entra
sobe ao céu à minha procura
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, na hora
mais obscura desfia
o teu riso, e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

Perto do mar no outono,
o teu riso deve erguer
a sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero o teu riso como
a flor que eu esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
curvas da ilha,
ri-te deste rapaz
desajeitado que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando os meus passos se forem,
quando os meus passos voltarem,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas o teu riso nunca
porque sem ele morreria.

Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda  




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Livro do Mês


A HISTÓRIA DE CATHERINE
Tal como o seu pai, a pequena Catherine usa óculos. E tal como a mãe, que vive em Nova Iorque, gostaria de vir a ser uma grande bailarina. E porque tem de tirar os óculos para dançar, Catherine descobre a vantagem de poder viver em dois mundos diferentes: o mundo real, assim como ela o vê quando tem os óculos postos, e um mundo pleno de doçura, vago e suave, quando os tira. Um mundo onde dança como num sonho.
A História de Catherine é uma narrativa cheia de graça e de nostalgia de uma infância. Entre pai e filha a cumplicidade, muito simplesmente, ganha vida.
Excerto
 “O mundo, quando eu o via sem óculos, deixava de ter asperezas, tornava-se tão suave e tão macio como o grande travesseiro em que pousava a cabeça, acabando por adormecer.”

Concurso Nacional de Leitrura

 
Concurso Nacional de Leitura 2016-2017 - Fase de Escola

 ALUNOS APURADOS



3ºCiclo
Catarina Canado Martins, n.º6, 8.ºB
Efetivo
Ana Matilde Rodrigues, n.º4, 8.ºB
Efetivo
Martha Liset, nº11, 8.ºA
Efetivo
Beatriz Sousa Amaro, n.º5, 8.ºB
Suplente
Juliana Inês Medeiros, n.º9, 8.ºA
Suplente
 
 
 
 
 
 
Secundário
Jorge Ventura Manuel, n.º17, 10.ºB
Efetivo
Mário Alves, n.º20, 10.ºB
Efetivo
Sara Madureira, n.º18, 12.ºA
Efetivo
Raquel Gomes Madureira, n.º22, 10.ºB
Suplente
João Luís Vale Moreira, n.ª15, 10.ºB
Suplente

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Herrar?! Eu? Nunca!

Esta Semana:

O Pedro faz hoje anos e decidiu sair mais cedo do escritório para festejar com os seus amigos.

 Como é que devemos dizer?

 (A) Hoje faço tensão de sair mais cedo do escritório.

                                             ou

(B) Hoje faço tenção de sair mais cedo do escritório.

                                            ou        

(C) Ambas as respostas estão corretas.
 
 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Livros do Mês

Xaíma - Filha do Vento e da Guerra


“Título tentador”

De leitura fácil e ótima compreensão, este é um livro que nos arrebata a cada página. Descreve-nos dois amores de sentimentos diferentes, mas ambos surpreendentes.
Vividos por militares portugueses que participaram na guerra do ultramar, mais propriamente na Guiné-Bissau. Os quais, apesar das dificuldades, preconceitos e adversidades, conseguiram realizar os seus sonhos.

O autor transporta-nos, neste livro, a um cenário da vida Guineense. Na mata, na cidade e nos subúrbios, que tanto tinha de bonita como de perigosa. Isto antes da independência das Ex- Colónias Ultramarinas.
Os acontecimentos estendem-se a Portugal, com mais personagens que se cruzam e completam no enredo deste romance, nas cidades de Lisboa e Castelo Branco. O narrador descreve lindas paisagens e lindos monumentos que relembram algumas épocas da História de Portugal.

Ainda neste romance um problema de saúde grave ensombra uma família, que resulta numa perda. “Tudo estava previsto”

Uma grande história. Um final arrebatador de felicidade e partilha. Duas palavras para definir este livro, Bom/Recomendo.

Parabéns ao autor                       

Albertina A. Gomes Aboim Pinto, aluna da Universidade Sénior de Vinhais.
 
 
O MENINO ESCRITOR
 
O João nunca pensou que um simples livro o pudesse levar a um lugar tão fantástico como era a Terra dos Encantos.
E mais espantado ficou quando a Fada Tagarela lhe disse que ele estava ali porque ia ser escritor.
Uma história que te convida a pensar sobre o mundo da imaginação e a magia das palavras.
 
 
Excerto"Parecia um livro como tantos outros. Mas não era. Não que os livros sejam todos iguais, cada um é um mundo diferente. Só que este era ainda mais diferente.
Tinha sido oferecido pela Tia Lili naquele mesmo dia em que o João fazia dez anos:
- Aqui tens o livro de encantar - dissera-lhe."
 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Concurso Mensagens de Natal

As melhores Mensagens: 

2º Ciclo
Esta sensação que se sente na altura do Natal é a paz e o amor que está dentro de nós, quando estamos com a nossa família e pessoas de quem gostamos e sentimos o prazer de dar. Este é o Espírito de Natal! 

Helena Pereira; nº7 6ºA

3º Ciclo

O significado do Natal é estarmos agradecidos por podermos celebrá-lo com os seres mais queridos. Mas acima de tudo, é guardar um minuto da nossa felicidade para pensar e respeitar aqueles que não têm a possibilidade de também festejar. É essa a melhor maneira de valorizar o Natal!

Catarina Canado Martins; nº6 8ºB


Secundário


Natal é algo de especial e belo, por isso aqui deixo um apelo, vamos todos fazer Natal, para toda a gente ser igual, igual nos direitos e obrigações, igual na bondade dos nossos corações. Com paz e sem guerra, repartindo amor e amizade no planeta Terra. Vamos todos gritar por igual, para todos os dias ser Natal!

Inês Silva; nº5 10ºA 

Eu queria ser Pai Natal



Eu queria ser Pai Natal
E ter carro com renas
Para pousar nos telhados
Mesmo ao pé das antenas.

Descia com o meu saco
Ao longo da chaminé,
Carregado de brinquedos
E roupas, pé ante pé.

Em cada casa trocava
Um sonho por um presente
Que profissão mais bonita
Fazer a gente contente!

Luísa Ducla Soares

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Ó Sino da Minha Aldeia

Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.


Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

 Fernando Pessoa