A Biblioteca deseja a todos uma Feliz Páscoa.
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Feliz Páscoa
Semana da Leitura
A biblioteca escolar agradece aos alunos, professores e auxiliares da ação educativa que participaram na Semana da Leitura e possibilitaram momentos diferentes.
Um agradecimento especial aos encarregados de educação que se deslocaram à escola para ler, contar ou dramatizar uma história. As crianças adoraram!
Deixamos aqui as fotografias dos painéis construídos, na escola sede, tendo por base "Autores portugueses" e "O livro da minha vida".
domingo, 26 de março de 2017
Semana da Leitura
domingo, 19 de março de 2017
Semana da Leitura
quarta-feira, 8 de março de 2017
Dia Internacional da Mulher
A biblioteca deseja a todas as MULHERES um dia Maravilhoso.
entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.
entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.
há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.
estás tão bonita hoje.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"
A Mulher Mais Bonita do Mundo
estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.
entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.
entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.
há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.
estás tão bonita hoje.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"
quinta-feira, 2 de março de 2017
Livro do Mês
O protagonista do primeiro livro infantil de
José Luís Peixoto é filho da chuva. Com uma mãe tão original, tão necessária a
todos, tem de aprender a partilhar com o mundo aquilo que lhe é mais
importante: o amor materno. Através de uma ternura invulgar, de poesia e de uma
simplicidade desarmante, este livro homenageia e exalta uma das forças mais
poderosas da natureza: o amor incondicional das mães.Excerto
“A mim, que sou teu filho, teu filho, deste-me toda a vida que
tenho e dás-me sempre o teu amor mais brilhante. Mesmo quando estou onde não
podes estar, mesmo quando estás onde não posso estar, sabemos bem o tamanho da
certeza que nos une. Eu tenho a certeza de ti, tu tens a certeza de mim. Amor,
essa palavra. Mãe, choves essa palavra dentro de mim.” (Pág. 59).”
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Dia dos Namorados
O Teu Riso
Tira-me o pão, se quiseres,tira-me o ar, mas
não me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a flor de espiga que desfias,
a água que de súbito
jorra na tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
por vezes com os olhos
cansados de terem visto
a terra que não muda,
mas quando o teu riso entra
sobe ao céu à minha procura
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, na hora
mais obscura desfia
o teu riso, e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
Perto do mar no outono,
o teu riso deve erguer
e na primavera, amor,
quero o teu riso como
a flor que eu esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
curvas da ilha,
ri-te deste rapaz
desajeitado que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando os meus passos se forem,
quando os meus passos voltarem,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas o teu riso nunca
porque sem ele morreria.
Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Livro do Mês
A HISTÓRIA DE CATHERINE
Tal como o seu
pai, a pequena Catherine usa óculos. E tal como a mãe, que vive em Nova Iorque,
gostaria de vir a ser uma grande bailarina. E porque tem de tirar os óculos
para dançar, Catherine descobre a vantagem de poder viver em dois mundos
diferentes: o mundo real, assim como ela o vê quando tem os óculos postos, e um
mundo pleno de doçura, vago e suave, quando os tira. Um mundo onde dança como
num sonho.
A História de
Catherine é uma narrativa cheia de graça e de nostalgia de uma infância. Entre
pai e filha a cumplicidade, muito simplesmente, ganha vida.
Excerto
“O mundo, quando eu o
via sem óculos, deixava de ter asperezas, tornava-se tão suave e tão macio como
o grande travesseiro em que pousava a cabeça, acabando por adormecer.”
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